Semana do Autismo

Semana do Autismo

No dia 2 de abril, celebra-se o Dia Mundial da Conscientização do Autismo (no original em inglês: World Autism Awareness Day). A ONU (Organização das Nações Unidas), no fim de 2007, definiu e estabeleceu que este dia seria dedicado para reflexões, debates e manifestações que colocassem em evidência o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

Em todo o planeta, monumentos e prédios são iluminados de azul para lembrar a data e chamar a atenção da mídia e da sociedade para a questão. No Brasil, especificamente na cidade do Rio de Janeiro, o Cristo Redentor recebe iluminação especial azulada.

Cristo Redentor iluminado de cor azul por causa do Dia Mundial de Conscientização do Autismo

Por ocasião dessa data, resolvemos, na Casa da Convivência, promover uma semana inteira de reflexões e estudos sobre o assunto, iniciando no dia 29 de março, encerrando no dia 2 de abril.

Acompanhe nossa programação. Acesse diariamente este artigo que será incrementado todos os dias com novidades.

Semana do Autismo – 1º Dia (29/março)

“Aceitar um autista é entendê-lo com a mente e com o coração, assimilando o seu comportamento. É compreender as razões que o levaram a agir de determinada maneira, sem preconceitos, aceitando seus limites como um intenso treinamento para a expansão do aprendizado.

É necessário ser receptivo para aprender as diferenças enxergando sem distorções preconcebidas a expressão de várias culturas do Autismo, além das necessidades espirituais e físicas”.

Nilton Salvador

Semana do Autismo – 2º Dia (30/março)

Símbolo do Autismo

O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) reúne desordens do desenvolvimento neurológico presentes desde o nascimento ou começo da infância. São elas: Autismo Infantil Precoce, Autismo Infantil, Autismo de Kanner, Autismo de Alto Funcionamento, Autismo Atípico, Transtorno Global do Desenvolvimento sem outra especificação, Transtorno Desintegrativo da Infância e a Síndrome de Asperger.

Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais DSM-5 (referência mundial de critérios para diagnósticos), pessoas dentro do espectro podem apresentar déficit na comunicação social ou interação social (como nas linguagens verbal ou não verbal e na reciprocidade socioemocional) e padrões restritos e repetitivos de comportamento, como movimentos contínuos, interesses fixos e hipo ou hipersensibilidade a estímulos sensoriais. Todos os pacientes com autismo partilham estas dificuldades, mas cada um deles será afetado em intensidades diferentes, resultando em situações bem particulares. Apesar de ainda ser chamado de autismo infantil, pelo diagnóstico ser comum em crianças e até bebês, os transtornos são condições permanentes que acompanham a pessoa por todas as etapas da vida.

Por causa dessa diversidade e complexidade espectral a National Autistic Society (site em Inglês), no Reino Unido, em 1963, definiu como símbolo do autismo uma pequena faixa multicolorida com textura de quebra-cabeça.

O que quer dizer o símbolo do autismo

Semana do Autismo – 3º Dia (31/março)

É importante ressaltar que as pessoas com TEA têm os mesmos direitos garantidos a todos os cidadãos do país pela Constituição Federal de 1988 e outras leis nacionais. Dessa forma, as crianças e adolescentes autistas possuem todos os direitos previstos no Estatuto da Criança e Adolescente (Lei 8.069/90), e os maiores de 60 anos estão protegidos pelo Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003).

A Lei Berenice Piana (12.764/12) criou a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, que determina o direito dos autistas a um diagnóstico precoce, tratamento, terapias e medicamento pelo Sistema Único de Saúde; o acesso à educação e à proteção social; ao trabalho e a serviços que propiciem a igualdade de oportunidades. Esta lei também estipula que a pessoa com transtorno do espectro autista é considerada pessoa com deficiência, para todos os efeitos legais.

Isto é importante porque permitiu abrigar as pessoas com TEA nas leis específicas de pessoas com deficiência, como o Estatuto da Pessoa com Deficiência (13.146/15), bem como nas normas internacionais assinadas pelo Brasil, como a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (6.949/2000).

Além destas políticas públicas mais abrangentes, vale destacar algumas legislações que regulam questões mais específicas do cotidiano.

Lei 13.370/2016: Reduz a jornada de trabalho de servidores públicos com filhos autistas. A autorização tira a necessidade de compensação ou redução de vencimentos para os funcionários públicos federais que são pais de pessoas com TEA.

Lei 8.899/94: Garante a gratuidade no transporte interestadual à pessoa autista que comprove renda de até dois salários mínimos. A solicitação é feita através do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).

Lei 8.742/93: A Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), que oferece o Benefício da Prestação Continuada (BPC). Para ter direito a um salário mínimo por mês, o TEA deve ser permanente e a renda mensal per capita da família deve ser inferior a ¼ (um quarto) do salário mínimo. Para requerer o BPC, é necessário fazer a inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e o agendamento da perícia no site do INSS.

Lei 7.611/2011: Dispõe sobre a educação especial e o atendimento educacional especializado.

Lei 7.853/ 1989: Estipula o apoio às pessoas portadoras de deficiência, sua integração social, institui a tutela jurisdicional de interesses coletivos ou difusos dessas pessoas, disciplina a atuação do Ministério Público e define crimes.

Lei 10.098/2000: Estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida.

Lei 10.048/2000: Dá prioridade de atendimento às pessoas com deficiência e outros casos.

:::: O texto acima foi extraído do site Autismo e Realidade.

Semana do Autismo – 4º Dia (01/abril)

Na Casa da Convivência, o atendimento em relação ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) é realizado por uma equipe transdisciplinar abrangendo várias áreas. E cada uma delas realiza um trabalho importantíssimo em prol dos atendimentos dos nossos usuários.

O papel da Pedagogia deve considerar as necessidades dos assistidos para entender quais as melhores estratégias, privilegiando suas habilidades e propondo atividades baseadas no interesse do aluno, estimulando a linguagem e o pensamento lógico.

O objetivo maior da Fonoaudiologia no desenvolvimento do indivíduo com TEA é melhorar os sintomas comportamentais, linguagem e comunicação verbal e não verbal.

A intervenção precoce e contínua do fonoaudiólogo é de extrema importância para que o quadro evolua de forma satisfatória, no que concerne sua comunicação geral e, em especial, para o desenvolvimento de sua linguagem receptiva e expressiva; gestual; oral e escrita, capacitando-o a compreender, realizar atividades e agir sobre o ambiente que o cerca.

Nas aulas de teatro, música e dança busca-se incessantemente o afloramento da empatia, da autonomia e da expressividade através de jogos e exercícios com o cruzamento de experiências, narrações de histórias e encenações mesclando improvisações teatrais, pantomimas, interferências sonoras e musicais com performances dançantes, procurando estimular o potencial comunicativo dos alunos, bem como sua sensibilidade e percepção, consciência corporal e vocal no tempo e no espaço. Alternamos estilos de interpretação, padrões de deslocamento, intensidade, alcance, velocidade, fluxo e repetição de movimentos, construindo, assim, um vocabulário gestual, vocal, rítmico e imaginário crescente, gerando atmosferas e trajetórias infinitas, no intuito de pesquisar as particularidades e idiossincrasias do ser humano, sondando juntos o imponderável que a Arte revela.

A atuação da Psicologia busca possibilitar o desenvolvimento socioemocional e cognitivo via a neurorreabilitação, que consiste em um conjunto de práticas que tem como objetivo reduzir os déficits apresentados; ajudar a lidar e a gerenciar os desafios associados ao autismo; dar suporte familiar, ajudando a entender e discutir o diagnóstico apresentado; envolver os pais no tratamento, colocando-os como auxiliares do desenvolvimento dos filhos; realizar a psicoeducação aos familiares; atender as demandas de cada caso com estratégias eficazes, depois de uma análise minuciosa acerca de cada situação única; fazer triagem; visitas domiciliar e escolar (conforme demanda); oferecer suporte às outras áreas do saber, à medida em que acompanha e promove o desenvolvimento das funções cognitivas e emocionais da pessoa atendida.

A Fisioterapia tem como objetivo trabalhar habilidades motoras, sensório motoras, tônus global, postural, coordenação motora e equilíbrio, ou seja, planejamento motor, sempre respeitando as particularidades de cada um. Proporcionando, assim, a base para as competências sociais, emocionais e intelectuais do indivíduo. Tendo como ressalva, que todo processo cognitivo é também resultado de um bom desenvolvimento motor.

Em relação a Terapia Ocupacional, o trabalho visa principalmente trabalhar a autonomia dos usuários, através de habilitação e treinamento das atividades de vida, atividades de vida prática e atividades de lazer. Além de orientar os cuidadores que lidam com esses usuários. Assim como realizar orientações de um modo geral, levando em consideração a demanda e a subjetividade de cada indivíduo.

Vale a pena destacar que o nosso público é diversificado, por conta da faixa etária, suas demandas de atendimento, como suas necessidades distintas de uma pessoa com limitações.

Cada profissional atuante na Casa da Convivência busca permanentemente ter um olhar apurado para o assistido, suas demandas e suas potencialidades. Tornamo-nos uma grande família – equipe, assistidos e familiares, que cresce junto e se alegra com cada conquista. Mais que técnicas, buscamos aplicar em cada atividade, em cada projeto, algo que nos move e pulsa em nosso coração: AMOR, pois ele para nós é o Caminho.

Semana do Autismo – 5º Dia (02/abril)

Breve e importante mensagem do nosso Kleyton, assistido da Casa da Convivência.

O autismo não se cura, se compreende.

O autismo, cujo nome técnico oficial é Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), é uma condição de saúde caracterizada por déficit em duas importantes áreas do desenvolvimento: comunicação social e comportamento. Não há só um tipo de autismo, mas muitos subtipos, que se manifestam de uma maneira única em cada pessoa. Tão abrangente que se usa o termo “espectro”, pelos vários níveis de comprometimento — há desde pessoas com outras doenças e condições associadas (comorbidades), como deficiência intelectual e epilepsia, até pessoas independentes, com vida comum, algumas nem sabem que são autistas, pois jamais tiveram diagnóstico.

Conforme o site revistadoautismo.com.br, as causas do autismo são majoritariamente genéticas.

Confirmando estudos recentes anteriores, um trabalho científico de 2019 demonstrou que fatores genéticos são os mais importantes na determinação das causas (estimados entre 97% e 99%, sendo 81% hereditário), além de fatores ambientais (de 1% a 3%) ainda controversos, que também podem estar associados como, por exemplo, a idade paterna avançada ou o uso de ácido valpróico na gravidez. Existem atualmente (março/2021) 1.003 genes já mapeados e sendo estudados como possíveis fatores de risco para o transtorno — sendo 102 genes os principais.

Visite o site sugerido acima para conhecer os estudos, estatísticas e também as diversas formas de tratamento já conhecidas e aplicadas na atualidade.

Quais sinais revelam o Autista?

  • Não manter contato visual por mais de 2 segundos;
  • Não atender quando chamado pelo nome;
  • Isolar-se ou não se interessar por outras crianças;
  • Alinhar objetos;
  • Ser muito preso a rotinas a ponto de entrar em crise;
  • Não brincar com brinquedos de forma convencional;
  • Fazer movimentos repetitivos sem função aparente;
  • Não falar ou não fazer gestos para mostrar algo;
  • Repetir frases ou palavras em momentos inadequados, sem a devida função (ecolalia);
  • Não compartilhar seus interesses e atenção, apontando para algo ou não olhar quando apontamos algo;
  • Girar objetos sem uma função aparente;
  • Interesse restrito por um único assunto (hiperfoco);
  • Não imitar;
  • Não brincar de faz-de-conta;
  • Hipersensibilidade ou hiper-reatividade sensorial.

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