Síndrome de Down é doença?

Síndrome de Down é doença

As pessoas com Down são doentes? Síndrome de Down é doença?

Percebemos que muitas pessoas têm esta dúvida e por causa disso encaram a situação de forma incorreta. Por isso, entendemos que é importante explicar em que realmente consiste a síndrome chamada Down.

Comecemos por esclarecer o ponto diretamente. Síndrome de Down não é uma doença.

Na prática vai muito além do que simplesmente afirmar que as pessoas com Down não portam nenhuma doença, na realidade elas têm características genéticas específicas não devendo assim ser tratados como doentes.

Então, não sendo uma doença, o que é a Síndrome de Down?

Durante muito tempo a pessoa com síndrome de Down foi olhada como se fosse doente ou, ainda, como se fosse uma eterna criança, levando a relações sociais que dificultavam, ou até impediam que se desenvolvesse dentro de suas potencialidades.

Esta situação era um reflexo de algo maior: a ênfase na deficiência e nos seus aspectos orgânicos, deixando-se em segundo plano a pessoa e seus desejos, interesses, possibilidades e direitos.

São recentes os sinais que indicam mudanças nessas representações, dos quais precisam ser destacadas a CIF – Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (OMS, 2001) e a Convenção Internacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (ONU, 2006; Brasil, 2008), a qual apresentou ao mundo uma nova perspectiva conceitual:

Pessoas com deficiência são aquelas que tem impedimentos de longo prazo de natureza física, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas (Artigo 1 da Convenção da ONU,).

A partir desta definição, a dimensão ética das relações sociais envolvendo pessoas com deficiência incorpora as ações necessárias para a superação das barreiras que as impedem de usufruir dos direitos e deveres de uma vida plena.

Para tanto, os modelos de interação (cotidiana ou profissional) devem deixar de se pautar no assistencialismo, avançando para modelos de apoio e de respeito aos direitos da pessoa.

Conheça as diretrizes de atenção à pessoa com a Síndrome de Down.

A vida das pessoas com Down não deve ser pautada com a premissa de que os cuidados com a saúde devem ser a prioridade na sua vida.

Não devemos acreditar que a pessoa com Down é alguém cuja vida deve ser restrita e limitada em decorrência das questões de saúde.

É claro que essas questões não devem ser negligenciadas, mas não se deve deixar que a condição da T21 os impeça de levar normalmente suas vidas.

A visita a médicos deve ser rotineira e natural como de qualquer outra pessoa, ou seja, saiu da consulta, vida que segue.

Devemos trabalhar sim é para que as pessoas com Down sejam felizes, e isso dependerá muito da qualidade de vida familiar e social que eles tenham.

O excesso de cuidados e a superproteção podem limitar suas vidas e ser prejudiciais para eles.

Esse eventual excesso de cuidado não pode impedir que os Downs tornem-se autônomos e independentes, eles devem aprender a resolver e solucionar sozinhos suas dificuldades e assim conseguir crescer e se desenvolver de forma saudável.

A educação familiar, a oferta de oportunidades e a socialização farão com que as pessoas com Down não fiquem isoladas e solitárias, pois, esses fatores sim poderão causar transtornos que irão refletir na saúde delas.

A convivência com as pessoas com Down deve ser motivo de alegria e felicidade e não de constante apreensão. Devemos aproveitar ao máximo os momentos de alegria e evitarmos as preocupações excessivas e muitas vezes desnecessárias.

Os principais cuidados com a saúde das pessoas com Down, em termos de idade, acontecem na fase infantil, sendo semelhante às demais pessoas.

Algumas famílias, por se preocuparem em excesso com a saúde e as questões da T21, se esquecem que seus filhos são pessoas como todas as outras, com sonhos, vontades e sentimentos.

Leia também o artigo Dia Internacional da Síndrome de Down.

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